domingo, 24 de abril de 2011

Dilma Reúne Líderes da Base e PDT Fica Fora

Apesar da negativa do Planalto, ausência alimentou versão de que governo quis retaliar partido por votação do salário mínimo.

ma semana após a aprovação do salário mínimo no Congresso, a presidenta Dilma Rousseff reuniu-se nesta quarta-feira com líderes da base aliada. O PDT, que abrigou parte das dissidências à proposta do governo de elevar o mínimo para R$ 545, ficou fora do encontro. A ausência do líder da sigla, Giovanni Queiroz (PA), alimentou a versão de que Dilma quis retaliar o partido pela posição adotada durante a votação do mínimo. Queiroz foi um dos pedetistas que defenderam um aumento maior, para pelo menos R$ 560.

Dilma se reuniu nesta quarta com líderes da base
Na saída da reunião, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que coube ao governo a decisão de não convidar o PDT. “Nós estamos num regime presidencialista. Essa decisão é do governo. Num regime presidencialista a decisão é sempre do presidente”, resumiu. Ao ser informado que fontes do Planalto atribuíam a ele a decisão de não convidar o partido, o deputado afirmou: “Eu assumo a responsabilidade pelos convites. Eu só faço o que a presidenta manda”.
Ainda assim, o ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, negou que houvesse uma retaliação ao PDT. “Foi uma reunião em que a presidente Dilma convidou 100% dos aliados a ela”, justificou. “Não foi uma retaliação. Não trabalhamos com retaliação”, ressaltou o ministro, acrescentando que, como prova disso, a presidente pretende reativar o Conselho Político, formado por líderes e presidentes de partidos, e que o PDT estará representado. ”Quero reafirmar: o governo convidou os líderes. Foi um primeiro contato”, disse o ministro.
O líder do PR, Lincoln Portela (MG), negou que a ausência do PDT tenha sido discutida durante a reunião. “A conversa foi tão natural que nem lembramos. Isso quem está me lembrando agora são vocês”, afirmou, dirigindo-se aos jornalistas. Segundo ele, o PDT não está fora da base. “Ele é um partido da base, mas quem responde pelo PDT não sou eu.”
Os líderes negaram também que tenha sido incluída na pauta da reunião a discussão sobre a correção da tabela do Imposto de Renda ou o impacto dos cortes no Orçamento na liberação de emendas parlamentares. “A conversa sobre emendas parlamentares não surgiu. Não se falou em nenhum corte, nenhuma troca ou barganha”, afirmou Portela.
Fontes da Agência Estado e da Agência Brasil

Nenhum comentário: